quinta-feira, outubro 11, 2007

Consciência

Por Fernanda De Nadai e Luiz Calado

A espiritualidade é um dos caminhos para o desenvolvimento da consciência de estar no mundo. Não é o caso de se pregar a religiosidade nas organizações, mas uma forma de evitar que a fragmentação e a departamentalização, isto é, a dissociação das estruturas burocráticas do lado humano. O modelo da competitividade e da disputa ruiu. O advento do Google, Wikipedia e Linux, indica uma tendência de valorização do que é construído em conjunto, com base no princípio da cooperação em detrimento do princípio da competição.Refletindo no quanto a espiritualidade ajuda as empresas, existem ganhos não apenas os colaboradores da organização, mas também para a comunidade, os parceiros, fornecedores, clientes e mesmo concorrentes. Estes ganhos trazem resultados positivos para ambas as partes. Ao contrário, da religião, na qual se alguém é cristão, geralmente não se interessa pelo islamismo, e vice-versa. Um ser espirituoso jamais deixaria as belezas de todas as religiões, em detrimento de alguma delas.Empresas mais “espirituosas” convivem com diversidade generalizada, do ponto de vista das idéias e até emoções. Conseguem equacionar melhor a metas, respeitando limites.Durante todo o século passado, o foco das grandes corporações foi VENDER, ou seja, sensibilizar o cliente a consumir o seu produto. Hoje o foco deve ser entender as necessidades dos atores envolvidos com ela, criar um ambiente onde os “clientes” desejem viver experiências e participar, não necessariamente estabelecer relações de consumo e troca. Atingir a maturidade enquanto ser humano em sua essência é atingir a espiritualidade: um movimento universal pelo bem e respeito ao próximo, mesmo se o próximo é seu concorrente, mesmo se o próximo lhe prejudica.Não significa criar uma dualidade entre os interesses econômicos e a espiritualidade, um rompimento com as normas econômicas vigentes, nem realizar uma hierarquização entre o econômico e o social, a ética e a produtividade, mas uma complementariedade, uma simbiose entre os dois aspectos. O que muda, é a busca do lucro a qualquer custo.Desta forma, as pessoas se tornarão conscientes do que querem, onde querem chegar, transformando-se em sujeito de sua vida, e podem sentir-se parte de uma unidade, reconhecidos e valorizados por seu trabalho.Perceber o todo, é perceber o universo e a energia existente em tudo o que nos cerca e em nós.

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